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NO Name NO Identity

07
Jan17

Voltar ao passado #1

noIDENTITY

Hoje estava a ler alguns dos meus textos quando me deparei com um que me fez sorrir. Gostei de voltar alguns anos atrás....... vou ver se encontro mais algum texto catito para vocês lerem.

 

A ilha que não vinha nos mapas

A previsão dos mares era brusca graças a um vulcão que iria entrar em erupção.

A televisão fez contagem decrescente, tudo e todos fizeram contagem decrescente até que o vulcão entrou em erupção debaixo de mar.

Naquela terra de nome Porkebelly só se viu um fumo negro e as pessoas mais próximas do mar ficaram a tossir, também houve subidas de água inesperadas.

-Mamã o mar está a subir e eu consigo ver o ar - afirmou uma pequena criança de oito anos chamada Martim.- Fabuloso!

-Martim não é ar, é fumo. - Declarou a mãe – vem do vulcão que entrou em erupção.

Mas Martim não ouviu nada. Para ele aquele fumo foi como se ele estivesse noutro mundo.

A partir daí começou cada vez mais a gostar de vulcões, a investiga-los e a perceber porque entravam em erupção. Percebeu mais tarde que os vulcões podem criar ilhas.

Quando fez dezoito anos licenciou-se em investigação de vulcões.

Numa certa aula lembrou-se de quando tinha oito anos e um vulcão entrou em erupção. Ai começou a lembrar-se de tudo o que aconteceu: fumo negro, subidas de água, tudo e mais alguma coisa. Todos os seus estudos e cálculos indicavam que o vulcão tinha formado uma pequena ilha.

Quando acabou a licenciatura, começou a pensar como iria descobrir a pequena ilha. Os materiais de que iria precisar e até mesmo o barco que iria levar. De certa forma teria que ir sozinho e não poderia ir de avião já que essa ilha ainda não tinha sido descoberta.

Juntou todos os jornais do momento em que o vulcão entrou em erupção, todos os argumentos, todas as pistas para saber onde o vulcão tinha entrado em erupção e onde ficava a misteriosa ilha ainda não descoberta. Depois de tudo preparado para a viagem, alugou um barco, levou uma mochila de campismo para montar a tenda, e outros materiais de que iria necessitar.

Levou dois dias e uma noite para chegar ao local onde o vulcão tinha entrado em erupção. Na noite de viagem houve uma tempestade e o Martim não descansou nem um minuto.

Não se via nada a não ser mar e mais mar. Martim pegou nos binóculos para ver se vislumbrava algum sinal de terra mas nada.

Ficou desiludido. Inesperadamente veio uma onda gigante que arrastou o barco para um lugar desconhecido. Martim não imaginava é que a onda o tinha levado para a pequena ilha que se tinha formado pelo vulcão em erupção há uns anos atrás.

O barco virou e o Martim caiu ficando extremamente molhado. Olhou para as maravilhas que o rodeavam e ficou encantado. Decidiu explorar a pequena ilha e reparou numa floresta com pequenos macacos brincalhões, viu um areal, que lhe parecia uma praia e uma gruta encantada. Encontrava-se mesmo à sua frente. Esta gruta tinha dois rios que se juntavam e formavam uma cascata lindíssima. Dividida por trepadeiras havia uma espécie de sala iluminadíssima por cristais de todas as cores e rubis vermelhos cor de cereja. Martim quis tirar alguns mas pensou que aquele sítio era perfeito assim e só assim. Ao lado tinha uma espécie de floresta dentro de uma gruta. Havia árvores fantásticas nunca antes vistas e um simples animal irracional, uma preguiça o pelo dela era castanho claro, era remexida, trapalhona e brincalhona, também não parava de baloiçar. Martim deu-lhe o nome de Sonho pois ele tinha encontrado aquela maravilha de animal numa gruta de sonho. Foi atrás dela e atravessaram toda a floresta da gruta até que foram parar a uma sala preta, apenas com um diamante gigantíssimo dourado. Martim aproximou-se para ver melhor e reparou que lá estava misteriosamente escrito:

«Nesta ilha vieste parar

Mas os segredos dela

Não poderás revelar»

Martim ficou confuso e encantado. Confuso porque nunca esteve lá ninguém a não ser ele e estava uma mensagem escrita e encantado por querer descobrir os outros segredos da ilha.

 Lembrou-se então do nome perfeito para a ilha: «Segredo Escondido».

Apercebeu-se de umas algas que escondiam algo, mas Martim pensou:

            «Algas sem contacto com a água e mesmo assim verdes?»

            Martim foi remexer nas algas e reparou que atrás estava uma cascata. Mas que segredo à aquela cascata? Por que razão estava camuflada? Tinha de investigar. Martim, como magia, passou a cascata sem problemas indo ter a uma sala forrada de tronco de árvores. No meio, encontrava-se uma enorme esfera de cristal e o mesmo tocou suavemente com sois dedos e por magia a esfera teletransportou-o para outra sala que tinha uma garrafa de vidro verde e dentro estava um pergaminho. Martim retirou o pergaminho e leu-o:

«O segredo desta floresta é ser mágica. O primeiro a passar por cá será sempre o rei desta ilha».

O Martim ficou de novo maravilhado. Saiu da gruta, e pôs-se a caminho da sua terra Porkebelly.

 Martim nunca mais trabalhou, mas comprou um barco e todas as manhãs ia para a sua ilha secreta, tentando descobrir sempre um novo segredo.

Nunca mais se ouviu falar do Martim, muito menos da ilha.

            Só se sabe que a ilha do Martim, a ilha Segredo Escondido, não aparece nos mapas ao contrário de todas as outras ilhas.